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Reconstrução de Mama

Reconstrução de Mama

Reconstrução de Mama

Dr. André Ferrão Vargas é autor dos trabalhos:

“Breast Reconstruction after Burn Injury (Reconstrução de Mama após Queimadura)”.
Trabalho apresentado na forma de vídeo no 20 Congresso da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) em Genebra- Suíça. Apresentadas técnicas de reconstrução mamária com uso de expansores de tecido.

“Reconstrução de Aréola com tecido Local”
Trabalho apresentado no 43 Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica.
Publicado na mais prestigiada revista de científica de Cirurgia Plástica “Plastic and Reconstructive Surgery” e ainda na ACTA Cirúrgica Brasileira.

”Aspectos Psicológicos na Mamaplastia Redutora”
Trabalho publicado na Revista ATM-UFRGS enfatiza a importância do contorno e forma adequada da mama para a auto-estima e para a auto-imagem da mulher.

Indicações Cirúrgicas

As deformidades das mamas podem ser congênitas, as quais são relacionadas ao desenvolvimento, ou adquiridas, que se apresentam ao longo da vida.

Os tumores de mama e suas retiradas, especialmente nos casos de câncer são as deformidades mais prevalentes.

Os cânceres por vezes obrigam a realização de mastectomias (retirada completas das mamas) e são as deformidades mamárias mais tratadas em reconstrução mamária.

Os traumas, como queimaduras, e atualmente os grandes emagrecimentos de obesos mórbidos submetidos a cirurgias de redução do estômago são outras causas importantes de indicação para reparação das mamas.

A ressecção preventiva das glândulas mamárias para evitar o câncer de mama é hoje uma realidade, surgindo como uma nova causa de deformidade adquirida.

A retirada das mamas (adenomastectomia) é indicada por Mastologistas em pacientes que já tiveram câncer na outra mama ou que tenham história familiar e mutações relacionadas ao câncer. Essa nova indicação de cirurgia têm ainda aumentado o numero das reconstruções mamárias.

O aumento do número de deformidades mamárias promoveu o desenvolvimento de novas técnicas e táticas cirúrgicas para reparação dessas alterações.

O uso de expansores de tecido e a disponibilidade de próteses de silicone de forma anatômica permitem um resultado bastante satisfatório quanto a naturalidade do contorno, do volume e da textura mamária.

As cicatrizes são minimizadas pelas técnicas atuais de Cirurgia Plástica e o cuidado intensivo durante o período cicatricial diminui os estigmas da cirurgia.

Em casos que requerem a reconstrução parcial da mama, a reparação da mama com tecidos locais, da própria mama, são possíveis e técnicas de cirurgia mamária estética podem ser utilizadas.

A utilização de próteses mamárias pode ser associada, oferecendo resultados semelhantes a de cirurgias com conotação estética.

Em casos de reconstrução total da mama, o uso de expansores de tecido muitas vezes é necessário antes da colocação de uma prótese definitiva.

A utilização de expansores de tecido
Os expansores de tecido são classicamente utilizados para o tratamento de seqüelas de queimaduras. Esses dispositivos são colocados sob a pele, a gordura ou sob músculos com a finalidade de aumentar as dimensões dos tecidos corporais.

Tradicionalmente, os expansores eram utilizados para aumentar as dimensões de pele saudável ao redor de cicatrizes de queimaduras, permitindo a retirada das queimaduras e a sua substitição por pele normal de áreas próximas.

Nas reconstruções mamárias, os expansores de tecido são utilizados para aumentar as dimensões da pele da região mamária quando a ressecção de tumores é realizada com ampla retirada de tecido mamário.

Através dessa expansão, a pele ganha dimensões que permitem, após alguns meses, a colocação de uma prótese mamária com volume compatível com a mama original. Muitas vezes, o expansor de tecido é colocado sob os músculos peitorais, afim de expandir não só a pele, mas também o músculo, o que garante mais tecido da própria paciente para cobrir a prótese mamária definitiva.

A utilização dos expansores de tecido revolucionou a reconstrução mamária. O ganho de dimensões dos músculos e da pele que garantem boa cobertura e textura para a nova mama construída com a prótese definitiva, oferecendo maior naturalidade no resultado. Essa combinação de técnicas de reposição de tecidos locais e inclusão de prótese de silicone oferece resultado muito satisfatório às reconstruções, diminuindo o trauma relacionados a outras cirurgias de reparação da mama.

A utilização transferência de tecidos de outras regiões corporais, como da região abdominal ou das costas, é uma opção de tratamento. Essas regiões oferecem porções de músculo, gordura e pele capazes de reparar o tecido mamário ou mesmo confeccionar a forma de uma nova mama.

As técnicas utilizadas são consagradas pela Cirurgia Plástica e são eficazes; resultam, entretanto, em cicatrizes abrangendo outras áreas corporais. Em determinados casos, especialmente quando radioterapia é utilizada de maneira agressiva, tecidos de outras regiões corporais são necessárias par a reconstrução. A radioterapia pode ocasionar danos locais interferindo na vascularização e na textura dos tecidos da região mamária.

A utilização de transferência de gordura
A utilização de gordura da própria paciente é uma possibilidade bastante interessante para a correção de pequenos defeitos de contorno da mama e para refinamentos da reconstrução pelas técnicas descritas acima.

Através de lipoaspiração convencional, células de gordura são retiradas de outras áreas corporais e podem ser transferidas para a região mamária afim de repor o volume mamário perdido.

No futuro próximo, segundo estudos preliminares, há possibilidade de repararmos completamente a mama pela realização de transferências repetidas de volumes de gordura corporal.

Desse modo, poderíamos reconstruir a mama com tecido da própria paciente se ela tivesse gordura corporal suficiente para compor o volume mamário desejado. As transferências seqüenciais distenderiam a pele e, com volumes aplicados cuidadosamente, desenhariam o contorno desejado.

Importante ressaltar o que foi citado anteriormente em relação a pacientes que estão sob risco aumentado de desenvolverem câncer de mama.

Muitas pacientes que tiveram câncer em uma das mamas ou ainda que tem história familiar e estudos genéticos mostrando mutações que predispõe ao câncer, têm optado por retirar as mamas.

O que incentiva essas pacientes a fazerem tal procedimento, além da perspectiva de diminuir o risco de desenvolver câncer, é a tecnologia e as técnicas que temos hoje disponíveis para reconstruir as mamas.

As técnicas de atuais de reconstrução permitem que as pacientes vivam sem os estigmas e as seqüelas que a retirada das mamas podem causar, o que tem um impacto psicológico muito grande nessas pacientes.

Deformidades do Complexo Aréolo-Papilar (Aréolo-Mamilar)
Alterações da forma da aréola e do mamilo podem ser congênitas, por alterações do desenvolvimento, ou adquiridas, causas por queimaduras, tumores e cirurgias da mama.

A utilização de tecido da própria mama para confeccionar o mamilo é o mais empregado na reconstrução mamilar.

A transferência de porção do mamilo da mama adjacente é outra possibilidade.

A reparação da aréola pode ser realizada com tecidos da própria mama, como descrito no artigo citado acima, ou ainda pela transferência de pele de outras regiões corporais, como da virilha.

A pele da virilha tem características de coloração e textura que, como o tempo, se assemelham em muito com as características da aréola natural.

A dermopigmentação (tatuagem) da aréola é uma técnica que pode ser utilizada para refinamento da reconstrução areolar ou mesmo como método exclusivo de tratamento.

REPORTAGEM:
Novas técnicas revolucionam cirurgia de reconstrução mamária
As técnicas atuais de reconstrução permitem que pacientes vivam sem os estigmas e as sequelas que a retirada das mamas pode causar.

Câncer de mama, traumas, queimaduras, deformidades dos seios, e grandes emagrecimentos de obesos submetidos a cirurgia de redução de estômago são as causas mais freqüentes e importantes de indicação para reparação das mamas. O câncer, muitas vezes, obriga a realização de mastectomias (retirada completa das mamas) que é a deformidade mamária mais tratada em reconstrução dessa região. Mas como funciona a reconstrução das mamas?

“As deformidades das mamas podem ser congênitas – relacionadas ao desenvolvimento, ou adquiridas – que se apresentam ao longo da vida. Os tumores de mama e suas retiradas, especialmente nos casos de câncer são as deformidades mais prevalentes”, afirma Dr. André Ferrão Vargas, cirurgião plástico e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. O médico explica que a ressecção preventiva das glândulas mamárias para evitar o câncer de mama é hoje uma realidade, surgindo como uma nova causa de deformidade adquirida. “Nesses casos, a retirada das mamas é indicada por mastologistas em pacientes que já tiveram câncer na outra mama ou que tenham histórico familiar e mutações relacionadas ao câncer. Essa nova indicação de cirurgia têm ainda aumentado o número das reconstruções mamárias.”

O crescente número de deformidades das mamas promoveu o desenvolvimento de novas técnicas e táticas cirúrgicas para reparação dessas alterações. Dr. André comenta que o uso de expansores de tecido e a disponibilidade de próteses de silicone de forma anatômica permitem um resultado bastante satisfatório quanto a naturalidade do contorno, do volume e da textura mamária. “As cicatrizes são minimizadas pelas técnicas atuais de cirurgia plástica e o cuidado intensivo durante o período cicatricial diminui os estigmas da cirurgia”, ressalta. O especialista conta que em casos que requerem a reconstrução parcial da mama, a reparação com tecidos locais, da própria mama são possíveis e técnicas de cirurgia mamária estética podem ser utilizadas.

Em casos de reconstrução total da mama, o especialista explica que o uso de expansores de tecido muitas vezes é necessário antes da colocação de uma prótese definitiva. “Os expansores de tecido são classicamente utilizados para o tratamento de sequelas de queimaduras. Esses dispositivos são colocados sob a pele, a gordura ou sob músculos com a finalidade de aumentar as dimensões dos tecidos corporais.” Nas reconstruções mamárias, os expansores de tecido são utilizados para aumentar as dimensões da pele da região das mamas quando a ressecção de tumores é realizada com ampla retirada de tecido mamário. Através dessa expansão, a pele ganha dimensões que permitem, após alguns meses, a colocação de uma prótese mamária com volume compatível com a mama original.

Sobre a utilização dos expansores, Dr. André ressalta sua importância: “a utilização desses expansores de tecido revolucionou a reconstrução mamária. O ganho de dimensões dos músculos e da pele que garantem boa cobertura e textura para a nova mama construída com a prótese definitiva, oferecendo maior naturalidade no resultado. Essa combinação de técnicas de reposição de tecidos locais e a inclusão de prótese de silicone oferece resultado muito satisfatório às reconstruções, diminuindo o trauma relacionado a outras cirurgias de reparação da mama.”

A transferência de tecidos de outras regiões corporais, como da região abdominal ou das costas, também é uma opção de tratamento na reconstrução das mamas. “Essas regiões oferecem porções de músculo, gordura e pele capazes de reparar o tecido mamário ou mesmo confeccionar a forma de uma nova mama. As técnicas utilizadas são consagradas e eficazes, porém resultam em cicatrizes abrangendo outras áreas corporais”, reforça o cirurgião plástico. A utilização de gordura da própria paciente é outra possibilidade interessante para a correção de pequenos defeitos de contorno da mama e para refinamentos da reconstrução pelas técnicas descritas acima. O especialista explica que através de lipoaspiração convencional, células de gordura são retiradas de outras áreas corporais e podem ser transferidas para as mamas afim de repor o volume mamário perdido.

É importante ressaltar que muitas pacientes que tiveram câncer em uma das mamas ou que tem histórico familiar e estudos genéticos mostrando mutações que predispõem ao câncer, têm optado por retirar as mamas. “O que incentiva essas pacientes a fazerem tal procedimento, além da perspectiva de diminuir o risco de desenvolver câncer, é a tecnologia e as técnicas que temos hoje disponíveis para reconstruir as mamas. Elas permitem que as pacientes vivam sem os estigmas e as sequelas que a retirada das mamas pode causar, o que tem um impacto psicológico muito grande nessas pacientes”, completa Dr. André.

IMPORTANTE:
A avaliação do paciente em consultório é fundamental para o diagnóstico correto e a indicação do plano de tratamento adequado. Aguardo seu contato para, de maneira individualizada, orientar e planejar o seu procedimento cirúrgico.




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