Cirurgia Plástica de Orelhas
Otoplastia (cirurgia plástica de orelha)
CIRURGIA DE ORELHA - OTOPLASTIA
Indicações - Algumas pessoas nascem com orelhas mal formadas, ou seja, com o formato diferente do normal. A mal formação mais comum é a chamada "orelha em abano", a qual apresenta sua borda lateral mais distanciada da cabeça, aparentando ser maior. Nestses casos, as orelhas também apresentam o apagamento da anti-hélice (dobra interna da orelha), dando um aspecto de "antena parabólica".
A Otoplastia é a cirurgia que corrige estas alterações, visando formar a anti-hélice e diminuir a distãncia entre a face posterior da orelha e o couro cabeludo. A cirurgia pode ser realizada em pacientes em idade escolar a partir dos 6 anos evitando estigmas e alterações psicológicas decorrentes de brincadeiras de colegas de classe.
Anestesia - Anestesia local, com sedação para pacientes adultos e anestesia geral para crianças.
Internação - O paciente pode receber alta no mesmo dia ou no máximo em 24 horas.
Pós-Operatório – Importante evitar qualquer tipo de trauma às orelhas, inclusive dormir sobre elas durante três semanas. Usar uma bandagem elástica, tipo faixa, que protegerá e manterá as orelhas imobilizadas junto à cabeça, o tempo de uso da bandagem varia de acordo com o progresso e a decisão do cirurgião, de 14 a 21 dias, pode variar também a indicação de uso durante o dia e à noite.
Resultado Definitivo - Logo após a cirurgia, a orelha já se encontra com o formato final, porém, há edemas e equimoses (roxidão e inchaços) que regridem em até 21 dias. O resultado definitivo aparece após 12 semanas.
Idade Ideal - A partir dos 6 anos de idade as orelhas já alcançaram seu tamanho adulto e a criança inicia o periodo escolar, portanto já poderá ser submetida à cirurgia.
Cicatrizes - A cicatriz é pouco visível, localiza-se atrás da orelha, no sulco formado pelas orelhas e o crãnio. Como se trata de uma região com pele muito fina a cicatriz tende a ficar imperceptível, mesmo em algumas técnicas que utilizam pequenas incisões na face anterior.
No caso de cicatrizes inestêticas existem vários recursos clínicos e cirúrgicos para melhorar cicatrizes, na época adequada. A cicatrização hipertrófica ou com quelóides não deve ser confundida, entretanto, com a evolução natural do período mediato da cicatrização. Qualquer dúvida a respeito da evolução cicatricial deverá ser esclarecida durante os retornos do pós-cirúrgico.
Tempo da Cirurgia - Dura de 90 a 120 minutos, dependendo do caso existem detalhes que podem prolongar este tempo.
CICATRIZES
As cicatrizes resultantes de cirurgia plástica são planejadas para ficarem disfarçadas e, passarão por vários períodos de evolução, que didaticamente dividimos em três momentos diferentes.
Período Imediato: Segue até o 30° dia. A cicatriz apresenta com aspecto excelente e pouco visível. Alguns casos apresentam discreta reação aos pontos ou ao curativo.
Período Mediato: Segue do 30° dia até o 12° mês. Neste período haverá espessamento natural da cicatriz, bem como mudança na tonalidade de sua cor, passando de "vermelho" para o "marrom", que vai, aos poucos, clareando. Este período, o menos favorável da evolução cicatricial, é o que mais preocupa as pacientes. Como não podemos apressar o processo natural da cicatrização, recomendamos às pacientes que não se preocupem, pois o período tardio se encarregará de diminuir os vestígios cicatriciais. Nesse período, vários tratamentos podem ser realizados para melhorar o aspecto das cicatrizes como usos de gel de silicone, plascas de silicone, uso de corticoides tópicos e infiltrações de corticóide na própria cicatriz, assim como a apicação de laser sobre as cicatriz.
Período Tardio: Segue do 12° ao 18° mês. Neste período, a cicatriz começa a se tornar mais clara e menos consistente atingindo, assim, o seu aspecto definitivo. Qualquer avaliação do resultado definiitivo da cirurgia deve ser feita após este período.
Cicatrizes Inestéticas, Hipertróficas e Queloideanas
As cicatrizes inestéticas, hipertróficas e queloideanas são passíveis de futuras revisôes cirúrgicas, caso venha a ser necessário.
Isto acontece em decorrência de anomalias na evolução cicatricial que podem ocorrer em certas pacientes por causas geneticas ou mesmo inflamações ou infeção pós-operatórias (causas menos comuns).
A correção pode ser feita mediante uma pequena cirurgia sob anestesia local, após alguns meses de evolução.
As cicatrizes queloideanas, podem ser tratadas com betaterapia para minimizar riscos de recorrência.
Esta despretensiosa mensagem foi elaborada com intuito de informa-lo(a) a respeito da CIRURGIA DE ORELHA EM ABANO. Através do Site da SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA na INTERNET (cirurgiaplastica.org.br), você poderá obter maiores esclarecimentos, se assim o desejar.

